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Edu Kirsch

Sumário

Placas de aço forjado incandescentes sendo encaixadas em painéis holográficos com o logo do Google — capa do Manual de Criativos da Performance Max

Manual de Criativos – Performance Max (Google Ads)

Este é um Manual de Criativos – Performance Max (Google Ads) de produção. Não é sobre configurar campanha, escolher lance ou ler relatório — é sobre o que produzir e como produzir as artes e os vídeos de uma campanha Performance Max. Se você faz o material, é o seu roteiro de bancada. Se você é o dono e contrata quem faz, mande este texto junto com o pedido: ele é a especificação que quase todo briefing esquece.

E ele começa por uma informação que muda tudo na hora de desenhar: na PMax, você não está fazendo um anúncio.

Você não entrega um anúncio — entrega peças que a máquina monta

A Performance Max é o tipo de campanha do Google Ads em que uma única campanha distribui os anúncios por todo o inventário do Google — Pesquisa, YouTube, Rede de Display, Discover, Gmail e Maps. Você não escolhe posicionamento e não aprova uma arte final. Você abastece um grupo de recursos com peças soltas — títulos, descrições, imagens, logos, vídeos — e a IA do Google monta as combinações na hora, em cada tela.

Para quem produz, isso tem uma consequência prática enorme: cada peça precisa funcionar sozinha e ao lado de qualquer outra. Aquela imagem que só faz sentido junto do texto que você imaginou vai aparecer com outro texto. Aquele vídeo que fecha com a oferta que você tinha em mente vai rodar acompanhado de outra frase. Você não está desenhando um cartaz: está fabricando peças de encaixe.

E tem a regra que ninguém avisa: vaga vazia não fica vazia. Se você não entregar vídeo, o Google gera um — a documentação diz que, sem vídeo no grupo de recursos, um ou mais vídeos podem ser gerados automaticamente a partir dos recursos do grupo (Ajuda do Google Ads, verificado em setembro de 2026). Você nunca escolhe entre ter e não ter vídeo. Escolhe entre o seu vídeo e o que a máquina improvisou.

“Quem não entrega a peça não fica sem o anúncio. Fica com o anúncio que a máquina improvisou no lugar dele — e ainda assina embaixo.”

— Arquiteto da Forja

Este manual para na porta da produção: aqui não se fala de lance, orçamento, sinal de conversão ou leitura de relatório. Se o que você procura é por que a campanha entrega mal mesmo com verba boa, isso está no Paradoxo da Performance Max. Daqui para baixo é bancada.

Onde cada peça vai aparecer (e o que isso exige da arte)

Antes de abrir o arquivo, saiba onde ele vai parar. Uma campanha, seis territórios — e cada um usa um pedaço diferente do que você produziu:

Onde aparece Que peça ele usa O que isso exige de você
Pesquisa Só os textos. A imagem nem entra. Título que se sustenta sem imagem nenhuma.
YouTube O vídeo, em tela cheia ou no Shorts. Vídeo nas três orientações, com legenda.
Discover e Gmail Imagem em miniatura + título curto. Arte legível reduzida, com foco único.
Rede de Display Imagem pequena em site de terceiro. Contraste forte e marca visível.
Maps Texto e logo, contexto local. Logo legível em tamanho miúdo.

Repare no que a tabela está dizendo: a mesma peça precisa sobreviver em tela cheia no YouTube e num quadradinho no canto de um site. Não existe “a versão bonita” e “a versão pequena” — existe uma peça que aguenta as duas. É por isso que a diagramação vem antes da estética aqui.

Você está desenhando para um estranho

Na Pesquisa e no Maps, quem vê está procurando alguma coisa. No YouTube, no Discover, no Gmail e no Display — que é onde a maior parte do volume acontece — ninguém está te procurando. A pessoa está vendo vídeo, lendo notícia, olhando e-mail. E nunca ouviu falar da sua empresa.

A maioria das artes que fracassam aí não é feia. É autorreferente: foi desenhada por quem conhece o negócio, para quem conhece o negócio. O nome do plano aparece grande, a foto é da equipe, a frase é um lema interno. Para o cliente atual, faz sentido. Para o estranho, é um borrão sem assunto.

Uma peça que funciona no frio entrega quatro coisas, nesta ordem:

  1. A categoria, em um segundo. O que é isso? Antes de qualquer persuasão, a pessoa precisa saber do que se trata — “conserto de ar-condicionado”, “advocacia trabalhista”, “nutrição esportiva”. Sem categoria não há curiosidade; há confusão, e confusão vira rolagem.
  2. O sinal de “é pra mim”. Uma marca de reconhecimento: a situação, o tipo de pessoa, o problema. É o que faz o olho parar meio segundo a mais.
  3. Um motivo para querer saber mais. Uma tensão honesta — um número real, um contraste, uma pergunta legítima. Curiosidade é lacuna, não é grito: informação suficiente para interessar, incompleta o bastante para dar vontade de clicar.
  4. A marca visível. Logo legível, dentro da área segura. Sem assinatura não há confiança — e quem é frio não clica sem confiança.

E o que não entra: o nome do seu produto interno sem contexto (ninguém conhece o nome do seu plano), jargão da profissão, foto de banco de imagem que serviria para qualquer concorrente, e a falsa curiosidade do “você não vai acreditar”. Curiosidade fabricada entrega clique e devolve rejeição na página — e você paga pelos dois.

O teste dos 2 segundos, antes de entregar: mostre a arte por dois segundos para alguém de fora do negócio — um parente, o vizinho, alguém de outro setor. Depois pergunte: “que tipo de empresa é essa e para quem serve?”. Se a pessoa hesitar, a peça não está pronta. Não é questão de gosto: você acabou de simular exatamente o que acontece no Discover.

Grupo de recursos: você produz jogos de peças, não peças avulsas

Este é o conceito que mais economiza retrabalho, e o que quase ninguém explica para quem produz.

O grupo de recursos (asset group) é o conjunto fechado de peças de um tema: os títulos, as descrições, as imagens, os logos, os vídeos, a página de destino e o sinal de público daquele assunto. A máquina só combina peças de dentro do mesmo grupo. Ela nunca vai pegar o título do grupo A e colar na imagem do grupo B.

A recomendação oficial é separar os grupos por categoria de conteúdo, tema, idioma ou público-alvo (Ajuda do Google Ads, verificado em setembro de 2026). Traduzindo para uma empresa de serviço: um grupo por oferta.

Diagrama: dois grupos de recursos isolados. O grupo A, Abertura de empresa, contém 11 títulos, 4 descrições, 10 imagens, logo e 3 vídeos, e aponta para a página /abrir-empresa. O grupo B, Imposto de renda, tem o mesmo conjunto de peças e aponta para /imposto-de-renda. A IA do Google monta, a partir de cada grupo, anúncios diferentes por superfície: na Pesquisa só título e descrição, no Discover imagem mais título curto, no YouTube o vídeo vertical 9:16, e em todas elas o logo e o nome da empresa. Uma barreira vermelha separa os dois grupos: o título do grupo A nunca aparece sobre a imagem do grupo B.Diagrama: dois grupos de recursos isolados. O grupo A, Abertura de empresa, contém 11 títulos, 4 descrições, 10 imagens, logo e 3 vídeos, e aponta para a página /abrir-empresa. O grupo B, Imposto de renda, tem o mesmo conjunto de peças e aponta para /imposto-de-renda. A IA do Google monta, a partir de cada grupo, anúncios diferentes por superfície: na Pesquisa só título e descrição, no Discover imagem mais título curto, no YouTube o vídeo vertical 9:16, e em todas elas o logo e o nome da empresa. Uma barreira vermelha separa os dois grupos: o título do grupo A nunca aparece sobre a imagem do grupo B.

Cada grupo é um circuito fechado: as peças de um nunca se misturam com as do outro, e cada um leva para a sua própria página.

O que acontece quando tudo vai para o mesmo grupo

Um escritório de contabilidade que atende abertura de empresa e imposto de renda joga tudo num grupo só chamado “contabilidade”. A máquina faz exatamente o que foi mandada fazer: combina livremente. E aí o título “Abra sua empresa em 48h” aparece sobre a foto de uma declaração de IR, apontando para a página inicial genérica do site.

Não foi a IA que errou. Foi a produção que autorizou a mistura ao empilhar peças de assuntos diferentes na mesma bancada. Grupo separado não é organização de gaveta — é o que impede a combinação absurda.

A conta que muda o seu orçamento de produção

Aqui está a consequência que costuma pegar todo mundo de surpresa: se a empresa tem três ofertas, não são três imagens a mais. São três jogos completos. Cada grupo quer o seu próprio conjunto de títulos, descrições, imagens nas três proporções e vídeo.

Faça essa conta antes de prometer prazo. É o que separa um orçamento de produção realista de um “faz umas artes aí pra gente subir”. E é também o argumento honesto para começar menor: é melhor um grupo de recursos completo e bem feito do que três pela metade — porque o grupo incompleto é justamente onde a máquina entra improvisando com o que achar no seu site.

Como isso organiza a sua produção

Trate cada grupo como um briefing separado, com quatro linhas definidas antes de qualquer arte: qual oferta, para quem, qual página de destino e qual a promessa central. Se as quatro linhas não estão claras, a arte não tem o que dizer — e nenhuma técnica de diagramação salva peça sem mensagem.

A lista de peças que o Google espera de você

A ficha técnica completa. Todos os números vieram da página oficial de especificações da Performance Max (Ajuda do Google Ads, verificado em setembro de 2026).

Peça Tamanho / limite Quantas Obrigatória?
Títulos 30 caracteres (pelo menos um com até 15) 3 a 15 Sim
Título longo 90 caracteres 1 a 5 Sim
Descrições 90 caracteres 2 a 5 Sim
Nome da empresa 25 caracteres 1 Sim
Chamada (CTA) automática ou escolhida numa lista 1 Sim
URL final 1 Sim
Caminho de URL 15 caracteres cada até 2 Não
Imagem horizontal (1.91:1) 1200×628 — mínimo 600×314 até 20 Sim
Imagem quadrada (1:1) 1200×1200 — mínimo 300×300 até 20 Sim
Imagem vertical (4:5) 960×1200 — mínimo 480×600 até 20 Não (recomendada)
Logo quadrado (1:1) 1200×1200 — mínimo 128×128 até 5 Sim
Logo horizontal (4:1) 1200×300 — mínimo 512×128 até 5 Não
Peso do arquivo 5.120 KB (5 MB) por imagem, em JPG ou PNG
Vídeo 10 segundos ou mais até 5, nas três orientações Não (mas produza)

O mínimo não é a meta. O próprio Google recomenda ficar bem acima dele: 11 ou mais títulos, 2 ou mais títulos longos, 4 ou mais descrições, 4 imagens horizontais, 4 quadradas e 2 verticais. A diferença entre o mínimo e o recomendado é, na prática, a diferença entre a máquina ter o que combinar e a máquina ter que inventar.

Especificações oficiais dos criativos da Performance Max: textos obrigatórios (títulos, título longo, descrições, nome da empresa, chamada, URL final) e caminho de URL opcional; imagens obrigatórias horizontal 1.91:1 em 1200x628, quadrada 1:1 em 1200x1200 e logo quadrado 1:1 em 1200x1200; imagem vertical 4:5 em 960x1200 e logo horizontal 4:1 em 1200x300 recomendados; vídeos recomendados nas orientações horizontal 16:9, quadrada 1:1 e vertical 9:16

Folha de especificações da Performance Max publicada pelo próprio Google (Ajuda do Google Ads). O visto verde é peça obrigatória; o polegar azul é recomendada. Toque na imagem para ampliar.

Como produzir as imagens

Aqui começa a parte que decide se o material vai ser lido ou ignorado. Aquela peça de 1200×1200 que você aprovou no monitor de 27 polegadas pode ser exibida com 300 pixels de largura num site pelo celular — um quarto do tamanho. Tudo o que estava no limite do legível some.

1. Reenquadre cada proporção — nunca estique

As três proporções (1.91:1, 1:1 e 4:5) não são a mesma arte redimensionada. Uma frase que cabe em duas linhas na horizontal vira quatro na vertical; um produto que respira no quadrado fica espremido no 1.91:1. Monte a composição de novo em cada proporção, partindo do mesmo conceito. Se o seu processo é “faço a horizontal e depois corto”, o resultado vai ser duas peças boas e uma sofrível.

2. Os 80% centrais: a borda é território de sacrifício

O Google corta a sua imagem — a mesma peça precisa caber em telas diferentes, então é recortada conforme o espaço. A orientação oficial é direta: o conteúdo precisa estar nos 80% centrais da imagem, a área segura que não será cortada, independentemente do tamanho da tela (Ajuda do Google Ads, verificado em setembro de 2026).

Na prática: 10% de cada borda pode desaparecer. Crie uma guia com essa margem no seu arquivo e trate o que fica fora dela como fundo descartável. Nada de logo no canto, preço encostado na lateral ou texto rente ao topo.

3. Texto na arte: de 5 a 7 palavras, no máximo

Primeiro, um mito para enterrar: o Google não tem a “regra dos 20% de texto”. Aquilo era da Meta, e foi aposentado até lá, em 2020. Você não é punido por ter texto na imagem.

O limite é outro, e é mais duro: o da leitura. A régua prática da RRooster — nossa, não do Google — é de 5 a 7 palavras na arte. O motivo é estrutural: a montagem já vai colocar o título por cima ou ao lado da imagem, como texto de verdade, que se redimensiona sozinho e sempre fica legível. Se a arte também carrega uma frase, o cliente recebe duas mensagens brigando no mesmo quadrado — e não lê nenhuma. Frase longa é trabalho do campo de título. A imagem carrega imagem.

Por isso o Google recomenda entregar pelo menos uma imagem sem nenhum texto sobreposto para cada proporção. Não é capricho: é para a montagem ter uma peça limpa quando ela mesma for escrever por cima.

4. Tamanho de fonte: proporção, não pontos

“Fonte 24” não quer dizer nada quando a peça é redimensionada em cada tela. Pense em fração da altura da imagem. A régua prática da RRooster:

  • Frase principal: altura de letra de pelo menos 8% da altura da imagem. Numa arte de 1200×1200, cerca de 96 px.
  • Texto de apoio (preço, condição, cidade): pelo menos 4% — cerca de 48 px na mesma arte.
  • Abaixo de 4%: não coloque. Se a informação não cabe nesse tamanho, ela não é para a arte — é para a página de destino.

Parece exagero na tela do designer. É exatamente o que sobrevive no celular. E existe um teste que encerra qualquer discussão de gosto: exporte a arte, reduza para 25% do tamanho e olhe a um braço de distância. Se você não ler, o cliente também não vai. Refaça.

5. Contraste e hierarquia: um elemento manda

Miniatura não comporta três níveis de importância. Escolha um elemento dominante — a frase ou a imagem do produto, nunca os dois no mesmo peso — e rebaixe o resto. Texto sobre foto precisa de faixa sólida, gradiente ou escurecimento por trás: contraste fraco é o segundo motivo mais comum de peça ilegível, atrás só da fonte pequena.

Uma ressalva para quem produz para mais de uma plataforma: estas réguas são do Google. No Meta, quem manda são as faixas de interface do Stories e do Reels, que cobrem topo e base da tela — outra lógica, outro gabarito, detalhado no manual de criativos do Meta Ads. E se além da PMax você entrega banner avulso para a Rede de Display, os tamanhos são outros e o peso máximo é muito menor: estão no manual de criativos do Google Ads (Display). Aplicar a régua de um no outro é o erro mais silencioso dos três.

6. Logo e arquivo

O logo quadrado é obrigatório e precisa funcionar em 128×128, que é o mínimo aceito — teste o seu nesse tamanho: assinatura com tipografia fina ou muitos elementos vira mancha. Se a sua marca tem versão reduzida, é aqui que ela serve. Exporte em JPG ou PNG, com margem interna, e mantenha cada arquivo abaixo de 5 MB.

Como produzir os vídeos

O vídeo é a vaga que mais gente deixa em branco — e a única que o Google preenche sozinho, com um resultado genérico feito das suas fotos. Vale o esforço de fazer o seu, e não é um esforço grande.

Duração, orientação e resolução

  • Duração: mínimo de 10 segundos.
  • Orientações: as três, sempre — horizontal 16:9, quadrada 1:1 e vertical 9:16. Não é escolha de estilo: cada superfície pede a sua.
  • Resolução: 1080p Full HD — 1920×1080 (horizontal), 1080×1080 (quadrado) e 1080×1920 (vertical).
  • Shorts: para disputar espaço lá, é preciso um vertical entre 10 e 60 segundos.
  • Quantidade: até 5 vídeos por grupo de recursos, em orientações diferentes.

Fonte: Ajuda do Google Ads, verificado em setembro de 2026.

Folha de especificações de vídeo do Google Ads: vídeo vertical 9:16 em 1080x1920 pixels, horizontal 16:9 em 1920x1080 pixels e quadrado 1:1 em 1080x1080 pixels; miniaturas horizontais 16:9 em 1200x720 e banners complementares 5:1 em 300x60

Folha de vídeo publicada pelo Google (Ajuda do Google Ads). Ela é das campanhas de Vídeo, mas as resoluções por orientação são as mesmas que a Ajuda do Google recomenda para os vídeos da Performance Max. Toque na imagem para ampliar.

Não precisa de canal no YouTube

A desculpa mais comum para pular o vídeo cai aqui: não é preciso ter um canal de marca no YouTube. Dá para enviar o arquivo direto na montagem da campanha. Um bloqueio a menos entre você e a vaga preenchida.

Os 3 primeiros segundos e a legenda

No YouTube você está interrompendo alguém que veio ver outra coisa. Nos 3 primeiros segundos, o vídeo precisa dizer a categoria e para quem serve — é a mesma exigência da arte estática, só que contra o cronômetro do “pular anúncio”.

E legenda queimada no vídeo, sempre: boa parte assiste sem som, e a legenda automática não aparece em todo posicionamento. Se a mensagem depende do áudio, ela não existe para metade das pessoas.

Filme pensando no recorte

Você vai precisar do mesmo conteúdo em três proporções. Grave com respiro em volta do assunto principal — sem enquadrar rente ao rosto ou ao produto — para que o corte para 1:1 e 9:16 não decepe a informação. E mantenha texto e logo longe das bordas do quadro, pelo mesmo motivo das imagens: o Google avalia os vídeos justamente para evitar texto ou logos cortados e a perda da mensagem original.

O que filmar

Não precisa de produtora. O que funciona é o real: o serviço sendo executado, o antes e o depois, o rosto de quem atende, o cliente falando. Um vídeo de celular com o seu rosto mostrando o trabalho de verdade ganha da montagem automática na maioria dos casos que acompanhamos — e custa uma tarde. O vídeo gerado pela máquina não é feio; ele é genérico, e genérico é pior, porque passa despercebido em vez de incomodar. É o mesmo princípio que vale para qualquer ferramenta automática: sem material bom por trás, ela não entrega resultado — só multiplica o caos mais rápido.

Erros que reprovam ou queimam a peça

  • Botão falso na imagem. A política de design enganoso do Google proíbe elementos não funcionais que imitem botões, campos ou opções, além de ícones e setas que sugiram uma função que o anúncio não tem — e imagens com botões de “Download” e “Instalar” não são permitidas (Políticas de Publicidade do Google, verificado em setembro de 2026). Peça reprovada é peça que não roda.
  • Informação encostada na borda — some no recorte.
  • A mesma arte esticada para as três proporções.
  • Foto de banco de imagem genérica, que serviria para qualquer concorrente. No frio, ela não diz nada sobre você.
  • Logo com tipografia fina, ilegível em 128×128.
  • Frase inteira dentro da imagem, competindo com o título que a montagem vai inserir.

Checklist de entrega — por grupo de recursos

Esta é a lista de entrega de um grupo de recursos feito para performar. Não é o mínimo que a plataforma aceita — o mínimo existe para o Google não travar a conta, e é exatamente onde a máquina entra improvisando com o que achar no seu site. O que está aqui é o volume que dá a ela material real para combinar e testar.

Peça Quanto entregar Especificação
Títulos 11 até 30 caracteres, um deles com até 15
Títulos longos 2 até 90 caracteres
Descrições 4 até 90 caracteres
Nome da empresa 1 até 25 caracteres
Imagem horizontal 1.91:1 4 1200×628
Imagem quadrada 1:1 4 1200×1200
Imagem vertical 4:5 2 960×1200
Logo quadrado 1:1 1 1200×1200, legível em 128×128
Logo horizontal 4:1 1 1200×300
Vídeos 3 — um de cada orientação 1920×1080 · 1080×1080 · 1080×1920, 10s ou mais

Volume recomendado pelo Google (boas práticas de grupos de recursos) sobre as especificações oficiais (Ajuda do Google Ads) — verificado em setembro de 2026.

O pedido de produção, em uma linha: 11 títulos, 2 títulos longos, 4 descrições, 10 imagens (4 + 4 + 2), 1 logo quadrado e 3 vídeos. Multiplique por oferta — e lembre que é melhor um grupo completo do que três pela metade.

E as regras de produção, peça por peça

  1. Imagens reenquadradas em cada proporção — não a mesma arte esticada.
  2. Uma imagem sem texto sobreposto em cada uma das três proporções.
  3. Logo testado em 128×128, o menor tamanho aceito.
  4. Vídeos em 1920×1080, 1080×1080 e 1080×1920, com legenda queimada.
  5. Tudo o que importa dentro dos 80% centrais de cada peça.
  6. No máximo 5 a 7 palavras por arte; fonte principal com 8% da altura, apoio com 4%.
  7. Teste dos 25% feito em todas as peças: reduziu a um quarto e ainda leu.
  8. Teste dos 2 segundos feito com alguém de fora do negócio.
  9. Zero botão, seta ou campo falso desenhado na imagem.
  10. Arquivos em JPG ou PNG, abaixo de 5 MB, nomeados por grupo e proporção.

Resumo — o que levar deste manual

  • Você fabrica peças de encaixe, não anúncios: cada uma precisa funcionar sozinha e ao lado de qualquer outra.
  • Produção é por grupo de recursos: três ofertas = três jogos completos, não três imagens a mais.
  • O pedido de produção por grupo: 11 títulos, 4 descrições, 10 imagens e 3 vídeos — um de cada orientação.
  • Na maior parte das superfícies ninguém está te procurando — a arte entrega categoria, sinal de “é pra mim”, motivo para olhar e marca visível.
  • Diagrame para miniatura: 5 a 7 palavras, fonte de 8% da altura, nada fora dos 80% centrais, reenquadrando cada proporção.
  • Vídeo nas três orientações, 10 segundos ou mais, com legenda — e vaga vazia não fica vazia: sem o seu, entra o do Google.

Conclusão

A Performance Max tirou de você o controle do posicionamento, da palavra-chave e da montagem final. Não tirou o único controle que sempre decidiu o resultado: a qualidade do que entra na bancada. Essa parte continua inteira nas suas mãos — e é justamente a que a maioria entrega pela metade.

Vale a honestidade de sempre: material impecável não garante campanha lucrativa. Oferta fraca com dez artes lindas continua sendo oferta fraca — nenhuma produção conserta isso. O que o material bem feito garante é que o resultado passe a falar do seu negócio, e não do improviso da máquina.

Estratégia antes da mídia. Depois, bancada cheia. Aí, sim, o leilão.

// diagnóstico

A arte fica pronta em um dia. E o que ela vai dizer?

Peça que fala com estranho nasce de mensagem clara, não de banco de imagens. De graça, o Códice mapeia a sua identidade, o seu arquétipo e o seu público (ICP) — o briefing que falta antes de abrir o arquivo.

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Perguntas frequentes

O que é PMax no Google?
PMax é o apelido da Performance Max, um tipo de campanha do Google Ads em que uma única campanha distribui os seus anúncios por todo o inventário do Google — Pesquisa, YouTube, Rede de Display, Discover, Gmail e Maps. Você não monta o anúncio nem escolhe posicionamento: entrega peças soltas (títulos, descrições, imagens, logo e vídeo) num grupo de recursos, e a IA do Google combina essas peças e decide onde e para quem exibir.

O que é um grupo de recursos na Performance Max?
É o conjunto de peças que a máquina usa para montar os anúncios de um tema: títulos, descrições, imagens, logos, vídeos, a URL final e o sinal de público. Ele não é um anúncio — é o estoque de onde os anúncios são montados. O Google recomenda separar os grupos por categoria de conteúdo, tema, idioma ou público-alvo, e cada grupo só combina peças de dentro dele. Na prática, isso significa produzir um jogo completo de artes por oferta, não um monte de imagens avulsas.

Quais são os formatos de criativos para a campanha PMax?
Cada grupo de recursos aceita cinco famílias de peças: textos (3 a 15 títulos de 30 caracteres, 1 a 5 títulos longos de 90, 2 a 5 descrições de 90 e o nome da empresa com 25), imagens em três proporções (horizontal 1.91:1, quadrada 1:1 e vertical 4:5, até 20 de cada), logos (quadrado 1:1 e horizontal 4:1, até 5 de cada), vídeos (até 5, de 10 segundos ou mais, sempre nas três orientações 16:9, 1:1 e 9:16) e os elementos de destino (URL final, chamada e caminho de URL).

Quantas peças preciso entregar por grupo de recursos na PMax?
Para um grupo feito para performar: 11 títulos de até 30 caracteres (um deles com até 15), 2 títulos longos de até 90, 4 descrições de até 90, o nome da empresa, 4 imagens horizontais 1200×628, 4 quadradas 1200×1200, 2 verticais 960×1200, o logo quadrado 1200×1200 e 3 vídeos, um de cada orientação. Em uma linha: 11 títulos, 4 descrições, 10 imagens e 3 vídeos por grupo de recursos, por oferta.

Quais são as especificações e os tamanhos de imagem do Google PMax?
São três proporções de imagem e duas de logo. Horizontal 1.91:1 em 1200×628 (mínimo 600×314) e quadrada 1:1 em 1200×1200 (mínimo 300×300) são obrigatórias; vertical 4:5 em 960×1200 (mínimo 480×600) é recomendada. O logo quadrado 1:1 em 1200×1200 (mínimo 128×128) é obrigatório e o logo horizontal 4:1 em 1200×300 (mínimo 512×128) é opcional. O peso máximo é de 5.120 KB por arquivo, em JPG ou PNG.

Onde os anúncios da Performance Max aparecem?
Numa campanha só, a Performance Max distribui as suas peças pela Pesquisa, pelo YouTube, pela Rede de Display, pelo Discover, pelo Gmail e pelo Maps. Cada superfície usa peças diferentes: na Pesquisa aparecem só os textos, no YouTube quem manda é o vídeo, e no Discover, no Gmail e no Display a imagem vira miniatura pequena. Por isso a mesma arte precisa funcionar em tela cheia e reduzida.

Quanto texto pode ter na imagem de um anúncio do Google?
Não existe limite oficial de texto na imagem no Google Ads — a antiga regra dos 20% era da Meta e foi aposentada em 2020. O limite real é de legibilidade: a mesma peça pode ser exibida com poucos centímetros de largura no celular. A régua prática da RRooster é de 5 a 7 palavras na arte, no máximo. A frase completa vai no campo de título, que é texto de verdade e se redimensiona sozinho, nunca dentro da imagem.

Que tamanho de fonte usar nas artes da Performance Max?
Pense em proporção, não em pontos, porque a peça é redimensionada em cada tela. A régua prática da RRooster: a frase principal com altura de letra de pelo menos 8% da altura da imagem, e os textos de apoio pelo menos 4%. Numa arte de 1200×1200 isso dá cerca de 96 px e 48 px. O teste que decide é simples: reduza a arte para 25% do tamanho e olhe a um braço de distância. Se não leu, a fonte está pequena.

Que resolução usar nos vídeos da Performance Max?
Produza nas três orientações, em 1080p Full HD: 1920×1080 para o horizontal 16:9, 1080×1080 para o quadrado 1:1 e 1080×1920 para o vertical 9:16. A duração mínima é de 10 segundos, e o vertical entre 10 e 60 segundos é o que dá elegibilidade ao Shorts. Cabem até 5 vídeos por grupo de recursos, e as três orientações são sempre pedidas.

Preciso ter um canal no YouTube para subir vídeo na Performance Max?
Não. Você pode enviar o arquivo de vídeo direto no momento de montar a campanha, sem precisar de um canal de marca próprio no YouTube. Isso remove a desculpa mais comum para deixar a vaga de vídeo vazia — e ela não fica vazia: se você não subir nada, o Google gera um vídeo automaticamente a partir das outras peças do grupo.

Posso desenhar um botão na imagem do anúncio?
Não. A política de design enganoso do Google proíbe elementos não funcionais que imitem botões, campos de preenchimento ou opções de múltipla escolha, além de ícones e setas que sugiram uma função que o anúncio não tem. Imagens com botões de ‘Download’ e ‘Instalar’ não são permitidas, e botões soltos, sem contexto claro ou desproporcionais ao resto da peça, também violam a política.

Quais são os 4 principais tipos de segmentação que podemos utilizar no PMax?
A rigor, na Performance Max você não segmenta: dá sinais de público, e o Google os trata como sugestão. Os quatro tipos de entrada são seus dados (listas de clientes, visitantes do site, quem já converteu), segmentos personalizados (montados por palavras-chave, URLs ou apps), dados demográficos (idade, gênero, renda, status parental) e segmentos adicionais (dados demográficos detalhados, eventos da vida, afinidade e in-market). O ponto que muda a produção da arte: o Google afirma que pode exibir anúncios para públicos fora dos seus sinais se houver forte probabilidade de conversão. O sinal é bússola, não cerca — então desenhe para estranhos.

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